Jornalistas denunciam tortura psicológica e confisco de material em Cabo Delgado

O Capítulo Moçambicano do Instituto para a Comunicação Social da África Austral (MISA Moçambique), tomou conhecimento dos actos de tortura psicológica, intimidação e confisco de material jornalístico perpetrados por agentes das Forças de Defesa e Segurança contra um grupo de 16 jornalistas nacionais, na semana finda, no distrito de Macomia, província de Cabo Delgado. Na sequência desta denuncia, o MISA Moçambique solicitou ao Ministério da Defesa Nacional que se pronuncie sobre os fundamentos legais eoperacionais que sustentaram tais práticas contra os jornalistas.
MISA MOÇAMBIQUE DENUNCIA VIOLAÇÕES DEIBERADAS CONTRA JORNALISTAS DURANTE A CRISE PÓS-ELEITORAL

O MISA Moçambique considera que as violações registadas contra jornalistas por parte das autoridades policiais durante a crise pós-eleitoral foram deliberadas e com objectivos específicos. Segundo o director executivo do MISA Moçambique, Ernesto Nhanale, durante este período, a instituição registou cerca de 19 violações contra a comunicação social, que visavam criar um clima de medo e restringir o exercício da atividade jornalística. Além das violações contra jornalistas, incluindo por parte de manifestantes, Ernesto Nhanale destaca também a ocorrência de violações dos direitos digitais dos cidadãos, nomeadamente limitações à liberdade de expressão e ao direito à informação, através do bloqueio da internet. Aponta ainda uma escalada de desinformação e discurso de ódio contra actores políticos eautoridades estatais ligadas à gestão dos processos eleitorais. Falando durante o Fórum sobre os Direitos Humanos, organizado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos, o director executivo do MISA Moçambique sublinhou que, durante as manifestações pós-eleitorais, a instituição esteve a monitorar e denunciar as violações junto de entidades nacionais e internacionais, incluindo a União Africana, bem como a prestar apoio legal e assistência médica às vítimas.
NOTA DE PESAR: Pelo Falecimento da Jornalista Maria Beatriz Pinto

O Capítulo Moçambicano do Instituto para a Comunicação Social da África Austral (MISA Moçambique) tomou conhecimento, com profundo pesar e consternação, do falecimento da jornalista Maria Beatriz Pinto, profissional da Rádio Moçambique, ocorrido esta quinta-feira. Maria Beatriz Pinto foi uma das vozes mais marcantes da radiodifusão moçambicana e um rosto incontornável do jornalismo feminino no país. Ao longo da sua carreira, distinguiu-se pela seriedade com que tratava os assuntos de interesse público, pela sensibilidade na abordagem de temas sociais e pela forma firme, ética e apaixonada com que exerceu o jornalismo. Foi uma mulher de microfone forte e espírito generoso, que abriu caminhos e inspirou outras mulheres a seguirem a carreira jornalística, desafiando estereótipos e conquistando o lugar das mulheres na comunicação social. Neste momento de luto, o MISA Moçambique solidariza-se com a família enlutada, com os colegas da Rádio Moçambique e com toda a classe jornalística, partilhando a dor desta perda irreparável. Rendemos homenagem à sua vida, ao seu legado e ao contributo inestimável que deixa na promoção do jornalismo de qualidade, plural e comprometido com os valores democráticos. Paz eterna à sua alma
MISA & CNDH REFORÇAM PARCERIA

O Capítulo Moçambicano do Instituto para a Comunicação Social da África Austral (MISA Moçambique) e a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), assinaram, esta quinta-feira, um memorando de entendimento que formaliza umaparceria estratégica em prol da promoção e protecção dos direitos humanos, com ênfase na liberdade de expressão e nos direitos dos profissionais da comunicação social. Através deste memorando, as duas instituições comprometem-se a colaborar na monitoria de violações dos direitos humanos dos jornalistas, no combate à desinformação, no fortalecimento do direito à comunicação e no acesso inclusivoà informação, com atenção especial às pessoas com deficiência. A parceria prevê ainda iniciativas conjuntas de investigação, formação institucional e campanhas de sensibilização pública. Para o Presidente do MISA Moçambique, Jeremias Langa, “esta parceria é um passo importante na consolidação da democracia e na garantia de um ambiente propício para o exercício da liberdade de imprensa e de expressão, pilaresessenciais para o desenvolvimento de uma sociedade informada e participativa.” Por sua vez, o Presidente da CNDH, Albachir Macassar, destacou que “acooperação com o MISA representa uma oportunidade para aprofundar o nosso trabalho conjunto na promoção dos direitos humanos, garantindo que nenhumaviolação fique por denunciar e que a comunicação seja cada vez mais inclusiva e acessível para todos os cidadãos, sem distinção.”
Feliz 25 de Junho, Dia da Independência Nacional

Feliz 25 de Junho, Dia da Independência Nacional

Família, amigos e colegas prestam último adeus ao jornalista Atanásio Marcos em Maputo

Familiares, amigos, colegas de profissão, e diversas personalidades, prestaram na tarde desta segunda-feira, em Maputo, a última homenagem ao jornalista Atanásio Marcos, falecido na passada sexta-feira, 20 de junho, vítima de doença. Descrito como um homem íntegro, amigo de todos, trabalhador incansável e sempre disponível para ajudar, Atanásio deixa a lembrança de alguém cuja alegria, humildade e espírito de equipa marcaram profundamente todos que com ele conviveram. A cerimónia de corpo presente teve lugar na Catedral de Maputo, onde foi realizada uma missa em sua memória. O momento foi marcado por emoção, discursos de tributo e reconhecimento ao percurso profissional e humano de Atanásio Marcos. Visivelmente emocionado, o filho mais velho, Atanásio Jr. prestou uma homenagem comovente ao pai, lembrando-o como um exemplo de dedicação e amor. “Contigo aprendemos muito e não será fácil caminhar sem a tua presença. Mas faremos tudo para dar continuidade aos teus projectos. Obrigado por tudo, pai.” Em nome da Televisão de Moçambique (TVM), o Presidente do Conselho de Administração, Hélio Jonasse, enalteceu o profissionalismo do malogrado. “A morte separou-nos não apenas de um colega, que connosco conviveu durante mais de 10 anos, mas também de um amigo. Juntos, construímos uma família, a família TVM.” O presidente do MISA Moçambique, Jeremias Langa, também marcou presença na cerimónia de despedida e recorda o jornalista como um colega de profissão alegre, dedicado e brilhante, cuja presença deixava uma marca positiva por onde passava. “Atanásio teve um percurso brilhante como profissional. Era uma pessoa alegre mesmo nos momentos de tensão e angústia, não deixava transparecer.” A morte de Atanásio Marcos representa uma perda significativa para o jornalismo moçambicano. Deixa para trás uma carreira marcada pela busca da verdade, pelo compromisso com a ética e pelo respeito à dignidade humana. Seu legado viverá através dos colegas que com ele aprenderam e das histórias que contou ao país.
MISA Moçambique Lamenta a morte do Jornalista Atanásio Marcos

O MISA Moçambique lamenta, com profunda consternação, o falecimento do jornalista da Televisão de Moçambique – TVM, Atanásio Marcos, ocorrido na última sexta-feira, vítima de doença. A partida prematura de Atanásio Marcos representa uma perda irreparável para o jornalismo moçambicano e para todos aqueles que, ao longo dos anos, se habituaram à sua voz firme, ao seu rigor profissional e ao seu compromisso com a verdade. Atanásio Marcos destacou-se como um dos rostos mais respeitados da comunicação social no país, sendo reconhecido pela qualidade do seu trabalho como jornalista e como apresentador de noticiário. Neste momento de luto, o MISA Moçambique presta homenagem à vida e à carreira de um homem que honrou a profissão com coragem e dignidade. Endereçamos à família enlutada, aos colegas de redação e a todos os seus amigos as nossas mais sentidas condolências. Que a sua alma descanse em paz e que o seu exemplo continue a inspirar gerações dejornalistas. Maputo, 21 de Junho de 2025
Jornalista da Rádio Parapato alvo de perseguição e intimidação emAngoche

O Capítulo Moçambicano do Instituto de Comunicação Social da África AustralMISA Moçambique, tomou conhecimento com grande preocupação de actoscontínuos de perseguição, intimidação e ameaças dirigidas contra o jornalistaIzidine Abdala Suleimana, da Rádio Comunitária Parapato e correspondente dojornal Wampula Fax, por parte de dirigentes do governo distrital e do municípiode Angoche, província de Nampula. Os episódios de pressão contra o jornalista intensificaram-se após a publicaçãode conteúdos jornalísticos que abordaram questões de interesse público,nomeadamente falhas na comunicação entre autoridades de saúde ecomunidades locais, suspeitas sobre a gestão de fundos municipais e odescontentamento dos funcionários do município face ao pagamento de saláriosem atraso, fora dos parâmetros da Tabela Salarial Única (TSU). Em retaliação a esse trabalho jornalístico, Izidine Abdala tem sido alvo deameaças directas e indiretas, incluindo chamadas telefónicas intimidatórias erecados de natureza violenta, que colocam em risco a sua integridade física e oexercício livre da sua profissão. A vítima chegou a apresentar queixa às autoridades, que de imediato intimaramos agressores a comparecer à esquadra. No entanto, a ordem não foi cumprida,configurando mais um crime de desacato às autoridades. O Posicionamento O MISA Moçambique condena fortemente os actos de intimidação sofridos pelojornalista Izidine Abdala Suleimana, considerando-os uma grave violação àLiberdade de Imprensa e de Expressão, garantidos pela Constituição daRepública de Moçambique. Tais práticas são inaceitáveis num Estado de Direito e atentam contra o trabalholivre, responsável e independente da imprensa. Intimidar jornalistas pordenunciarem factos de interesse público é uma forma clara de censura e umatentado à democracia. O MISA Moçambique apela às entidades envolvidas a cessarem imediatamenteas ameaças contra o jornalista e às autoridades competentes para queinvestiguem com urgência estes actos e responsabilizem os seus autores conformea lei. O MISA reafirma o seu compromisso em acompanhar de perto este caso eprovidenciar todo o apoio necessário ao jornalista, no âmbito da sua missão dedefesa da liberdade de imprensa, como um dos pilares fundamentais para aconstrução de uma sociedade informada, justa e democrática.
MISA Moçambique e PNUD reforçam cooperação para a liberdade de imprensa e direitos digitais.

O MISA Moçambique reuniu-se na última sexta-feira, 20 de junho, com o novo Tecnico Principal do Projecto de Democracia e Eleições do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Moçambique, Vincent Da Cruz, com o objectivo de reforçar os laços de cooperação entre as duas instituições. O encontro decorreu num ambiente de partilha e compromisso conjunto em torno da promoção da liberdade de imprensa e de expressão e dos direitos humanos. Durante o encontro, as partes manifestaram interesse mútuo em aprofundar a colaboração em áreas estratégicas, com destaque para a capacitação de jornalistas moçambicanos. Entre os temas prioritários identificados estão os direitos digitais, a ciber-segurança, o combate à desinformação e a mitigação do discurso de ódio no ambiente digital, desafios cada vez mais presentes no contexto mediático nacional. O Director Executivo do MISA Moçambique, Ernesto Nhanale, destacou o papel crucial que os profissionais da comunicação social desempenham na consolidação da democracia e da paz, especialmente num período em que o país enfrenta tensões pós-eleitorais e uma crescente polarização no debate público. Por seu turno, o Tecnico Principal do Projecto de Democracia e Eleições do do PNUD, Vincent Da Cruz, reafirmou o compromisso do Programa que dirige com a promoção de sociedades mais inclusivas, resilientes e informadas, sublinhando a importância da informação ética, segura e baseada em factos. O reforço desta parceria visa não apenas proteger os direitos dos jornalistas, mas também contribuir para um ecossistema de informação mais saudável e comprometido com os princípios democráticos.
