O MISA Moçambique – Núcleo Provincial de Inhambane tem acompanhado, com preocupação, os ataques físicos e verbais contra jornalistas durante a cobertura das manifestações que ocorrem na província, inicialmente motivados pela crise pós-eleitoral, os protestos agora também denunciam o elevado custo de vida.
À medida que as manifestações em Inhambane se intensificam, os ataques a profissionais da imprensa tornam-se mais frequentes. O caso mais recente ocorreu na última segunda-feira, 24 de fevereiro, na cidade da Maxixe, quando um grupo de cidadãos, munidos de diversos objectos, marchou por várias artérias da cidade e arremessou pedras contra a viatura do jornalista Eugénio Arão, do Diário de Moçambique. Além dos danos ao veículo, o repórter também foi atingido. A vítima afirma que estava em pleno exercício da sua actividade profissional e mesmo tendo se identificado, continuou a ser alvo de ameaças verbais contra a sua integridade.
Outro caso ocorreu em Massinga, onde o jornalista Hugo Firmino, do Grupo SOICO, foi obrigado a abandonar a sua viatura sob ameaças de que esta seria incendiada. As motivações do ataque não estavam claras. Relatos colhidos pelo MISA indicam que a intervenção das autoridades evitou um desfecho mais grave, mas não impediu os danos materiais à viatura.
Diante desses acontecimentos, o MISA Moçambique – Núcleo Provincial de Inhambane manifesta a sua profunda preocupação com a escalada de violência contra jornalistas durante este período de protestos. Como organização de defesa e promoção das liberdades de imprensa, de expressão e do direito à informação, o MISA condena os ataques contra a classe jornalística.
O MISA, ressalta que a agressão a profissionais de comunicação representa um grave atentado contra a liberdade de imprensa e os princípios democráticos.
Maputo, 28 de Fevereiro de 2025